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Conheça o efeito Tilt-Shift

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Saber controlar a profundidade de campo de uma fotografia na lente e na câmera fotográfica pode ser simples, mas esse conceito de imagem permite que o fotógrafo trabalhe com situações específicas em que esse efeito muda completamente os conceitos de fotografia que vemos no dia-a-dia.

Uma das técnicas inovadoras que se utiliza da profundidade de campo é o Tilt-Shift. Esse efeito permite que elementos do ambiente fotografado fiquem tão pequenos que parecem miniaturas em maquetes.

Antes do advento de softwares de edição de imagens, o Tilt-Shift era feito com lentes específicas e, muitas vezes, inacessíveis a fotógrafos amadores. Mas os programas de computador fizeram com que a técnica ficasse famosa entre todos os tipos de profissionais da fotografia. Com o Photoshop e outros softwares, é possível aplicar o Tilt-Shift digitalmente nas imagens.

O que significa o nome “Tilt-Shift”?

O nome desse efeito vem dos movimentos de lente necessários para se conseguir outro tipo de resultado. Em sua origem, as lentes usadas para fazer o antigo Tilt-Shift eram usadas para criar perspectivas diferentes que não eram atingidas com lentes de câmera comuns. Apesar de, atualmente, ser conhecido de outra forma, esse uso ainda é feito.
“Tilt”, que quer dizer “inclinar” é o movimento de rotação da lente usado em imagens panorâmicas, por exemplo, aquele onde não se move a câmera, apenas a sua posição. “Shift” é o movimento que a lente faz paralelamente em algum dos eixos, também sem mexer o equipamento. Logo, uma lente “Tilt-Shift” é capaz de fazer esses dois movimentos ao mesmo tempo.
Hoje em dia, esse nome é dado à técnica muito usada, mas que na verdade é apenas o movimento de “tilt”, ou de rotação da lente.

Como o efeito é atingido?

Não importa se você escolheu o uso da lente específica, ou a edição digital, o “Tilt-Shift” tem a mesma cara nos dois casos. Isso acontece por causa do desfoque local em áreas específicas do ambiente fotografado. Por o olho humano não estar acostumado com um desfoque em objetos grandes (que é o que o efeito faz), que naturalmente chamam a atenção, os elementos da fotografia ficam parecendo miniaturas graças a esse “truque” da nossa cabeça.
O fotógrafo também tem de se atentar que nem todas as fotos podem ser transformadas em uma maquete perfeita porque esse efeito, como Tilt-Shift, é atingido também com outros elementos que tornam essa transformação na imagem mais realista.

Efeito Tilt-Shift

Escolhendo o que fotografar

Antes de escolher o que for fotografar, pense em como o ambiente a ser retratado ficaria se fosse tratado como uma maquete. As fotos de maquetes, geralmente, são feitas de cima para baixo, como uma fotografia aérea. É assim que sua foto “Tilt-Shift” terá de ser tratada.
Sendo assim, é necessário escolher uma imagem na qual seja possível perceber essa posição de cima para baixo. Esse movimento dá a impressão de que a câmera é maior que o objeto observado. Essa inclinação é chamada de “plongée” (mergulho, em francês).
É preferível que o elemento principal da fotografia, que será diminuído com o Tilt-Shift, esteja na região central e no eixo vertical da fotografia. Esse passo é importante porque o desfoque feito pelo efeito será aplicado nos dois cantos da fotografia.
Uma dica do que não usar em fotografia com Tilt-Shift é pessoas que estão próximas da lente e nítidas na imagem final. Esses elementos não funcionam bem com o efeito porque os traços do rosto e do corpo das pessoas vão mostras que aquela imagem, realmente, não se trata de uma miniatura e o propósito é perdido.
Em fotografia com o Tilt-Shift é interessante também abusar nas cores fortes e brilhantes para “caricaturizar” ainda mais a fotografia. Isso vai facilitar também na hora de aplicar o efeito de foco, aumento a possibilidade de reforçar o brilho e o contraste.

Efeito Tilt-Shift

Tilt-Shift com o Photoshop

Se você optar por fazer esse efeito com softwares de edição, o mais recomendado é o Photoshop. Com ele, é possível personalizar cada aspecto do filtro de desfoque da maneira que ficar melhor para cada imagem, como por exemplo, o grau de inclinação e o tamanho, além de ajustar as cores, o brilho e o contraste com mais precisão.
Para isso, abra a imagem e pressione a tecla “Q” para criar uma máscara rápida (“Quick Mask”). Em seguida, pegue a ferramenta Gradient na caixa de ferramentas lateral, ou só pressione “G” no teclado.
O próximo passo é o que vai definir o resultado final da fotografia. Para o degradê (Gradient) ficar correto, você precisa escolher, nas opções da barra na parte de cima da tela, o modo “Reflected Gradient”. Depois é só clicar em um ponto da tela e arrastar até o ponto desejado. Na primeira tentativa, você corre o risco de não ter um degradê da maneira que deseja. Volte e refaça o processo até ficar correto.
Depois disso, saia da máscara rápida apertando o “Q” de novo no teclado. O degradê vai aparecer como seleção.
Em seguida, vá até Filters > Blur > Lens Blur. Na tela que estará aberta, controle o raio do desfoque deslizando o controle “Radius”. Escolha um valor da sua preferência e clique e dê OK. Depois disso, é só ajustar as cores, brilho e contraste.

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