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A FOTOGRAFIA POLÊMICA E SURREAL DO FRANCÊS ANTOINE D’AGATA

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Obscuridade, obsessão, melancolia, loucura e experiências extremas: palavras encontradas com facilidade em grande parte do trabalho de Antoine D’Agata, fotógrafo nascido em Marselha, na França, em 1961. Aos vinte e dois anos, em 1983, ele deixou o país de origem para se aventurar e buscar novas oportunidades em Nova York.

Foi na cidade mais multicultural do planeta que D’Agata aproximou-se mais da fotografia. Iniciou seus estudos fotográficos no Centro Internacional de Fotografia de Nova York no ano de 1990, tendo como mentores, Larry Clark e Nan Goldin, dois renomados artistas e fotógrafos que o nortearam ao universo da fotografia.

Antoine D’Agata é certamente um fotógrafo do tipo transgressor. É bem evidente que suas fotografias rompem com o padrão, com o usual, com a própria realidade. Retratando temas que geralmente são tabus na sociedade e que poucos profissionais no ramo da fotografia se arriscam, como o sexo, o consumo de drogas e a prostituição, ele oferece um inestimável trabalho de outra vertente do ser humano: a intimidade, como ela realmente é.

Visitou o Brasil quatro vezes para lançar algum de seus mais de dez livros escritos ou dos seus três filmes produzidos. Também aproveitou as passagens por terras tupiniquins para trabalhar. Em sua última viagem ao país, visitou prostíbulos na região da Luz, no centro de São Paulo, além de pontos de venda de crack em Salvador, na Bahia. Algumas das fotografias capturadas nesses locais estão no livro de fotografia “Noiá”.

Durante uma entrevista, Antoine D’Agata frisou certa vez a importância de seus sentimentos e experiências como reflexo de seu vasto trabalho: “minha intimidade está ligada tanto ao meu trabalho, e meu trabalho depende tanto de minhas experiências íntimas do mundo”. Ou seja, o material de origem produzido por ele encontra fonte em suas próprias experiências.

Considerado o “enfant terrible” da agência Magnum, uma das principais agências de fotografia do mundo, Antoine gosta de expressar o lado mais profundo da alma. De vez em quando incompreendido, também é alvo de polêmicas. Isso por ele já ter revelado fazer uso de drogas em alguns de seus trabalhos.

“O meu método de trabalho implica atingir os mais altos níveis de prazer e de alienação e, nesse sentido, o sexo e as drogas revelam-se como ferramentas essenciais”, revelou em uma entrevista para à VICE quatro anos atrás, em 2013.

Atualmente com cinquenta e cinco anos, Antoine D’Agata continua ativo profissionalmente. Seu trabalho fotográfico é sinônimo para muitas palavras e gostos: melancolia, realidade, polêmica, arte, loucura, surrealismo e beleza. De certo, não é para qualquer um. Para analisar suas fotos é preciso se deixar levar pela imaginação sem o mínimo de pudor e preconceito, pois são produtos do desejo e do mais profundo íntimo.

 

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