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Porque você deve vender fotografias em formato impresso

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Os arquivos digitais realmente substituíram a fotografia em formato impresso? Será que todas as fotografias vão passar suas vidas presas em um dispositivo de armazenamento eletrônico – seja o memory card ou o HD externo? Na verdade, não. A fotografia impressa ainda tem um valor maior para os clientes, e a maioria deles vai preferir esse formato para registrar os momentos realmente importantes de sua vida. Eles só precisam de ajuda para perceber este valor.

Com certeza é preciso oferecer arquivos digitais a todos os seus clientes. Muitos fotógrafos já perderam trabalho por não conseguirem se adaptar às mudanças do mundo da fotografia. E lembre-se de que, como um prestador de serviços, seu trabalho é justamente prestar o serviço que os clientes estão buscando.

Porém, também é preciso educar os clientes sobre outras opções disponíveis (ou, neste caso, reeducá-los). E, obviamente, é necessário criar um desejo e uma demanda por estas outras opções. Em outras palavras, é preciso lembrar aos seus clientes porque todos nós amamos fotografias em formato impresso.

Vantagens da fotografia em formato impresso

A fotografia em formato impresso sempre estará lá. Com o cuidado certo, pode durar a vida toda – ou mais. Ela não vai ser apagada sem querer. Ela não exige uma tela para ser apreciada. Ela pode ser transformada em um presente, uma lembrança, uma decoração.

Para o fotógrafo, ela também tem seus benefícios. Por exemplo, o fotógrafo que oferece esta opção é visto como mais profissional. Trabalhar com as duas opções – impressa e digital – demonstra que você se importa com a qualidade do serviço prestado.

Como inverter o quadro

Na realidade, um dos principais motivos para as fotografias em formato impresso terem perdido espaço para a versão digital foi o preço. Para um fotógrafo, é fácil jogar o preço dos arquivos digitais lá embaixo e transformá-los em uma isca para clientes com menos condições financeiras.

Porém, a jogada não deu muito certo: o preço dos arquivos digitais ficou muito mais acessível. E, no fim, mesmo quem tinha condições de adquirir as fotografias impressas preferiu trocá-las pela versão digital. Portanto, o correto seria que a versão digital fosse um pouco mais cara do que as fotografias em formato impresso.

Precificação fotografias - fotografias em formato impresso

Falando em preços

Achou estranho? Então pense nisto por este ângulo: normalmente, você constrói uma tabela de preços baseado em tempo e custo material. Porém, o tempo para preparar uma fotografia digital é muito reduzido; e o custo material é praticamente nulo, exceto por custos fixos (como o custo do equipamento de fotografia e dos softwares). Ou seja, ao usar este modelo para as fotografias digitais, você está reduzindo muito seus ganhos. Está sabotando seu próprio negócio.

Alguns fotógrafos profissionais, como Bryan Caporicci, sugerem usar outro modelo para construir os preços dos arquivos digitais. É o que ele chama de “preço de oportunidade”. Este modelo usa como base o lucro que você perde ao vender um arquivo digital; e faz com que o preço dos arquivos seja, pelo menos, igual a este lucro – o qual é justamente relativo ao valor mais alto que o fotógrafo receberia se estivesse vendendo as mesmas fotografias em formato impresso.

Em outras palavras, o preço do arquivo será o seu próprio custo (baixíssimo) e mais o preço que ele teria se fosse impresso. Desta maneira, você ainda está oferecendo os arquivos digitais a seus clientes. Porém, não vai prejudicar sua renda nem anular o outro produto – as fotografias em formato impresso.

Qual a sua opinião sobre a “disputa” entre fotografias digitais e fotografias em formato impresso? Você concorda com a sugestão de Bryan Caporicci para a precificação dos arquivos digitais? Deixe seus comentários nesse post! Ah, aproveite e leia mais sobre os aspectos práticos da profissão fotógrafo em nosso outro artigo, sobre como montar um negócio de fotografia.

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