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Os grandes fotógrafos da história: Henri Cartier-Bresson

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O Dia do Fotógrafo ou Dia Nacional da Fotografia é comemorado anualmente em 8 de janeiro, por isso, esta semana faremos uma série especial sobre os melhores  fotógrafos e fotógrafas de todos os tempos – intitulada “os grandes fotógrafos da história” – de acordo com as principais publicações sobre o assunto. Para abrir a série, começaremos com um fotógrafo muito lembrado em nossos posts aqui no blog: Henry Cartier-Bresson, um pintor francês que se converteu à fotografia.

Nascido na região francesa de Chanteloup-en-Brie, em 1908, em uma família rica de industriais, Henri Cartier-Bresson ganhou sua primeira câmera fotográfica ainda criança. Porém, só descobriu a paixão pela fotografia em uma viagem que fez à Africa, aos 22 anos.

Em 1931, ao ver uma fotografia mostrando três rapazes correndo em direção ao mar, do húngaro Martin Munkacsi, publicada na revista Photographies, que Cartier-Bresson descobriu verdadeiramente a fotografia. Tal imagem o inspirou:

“A única coisa que era uma surpresa completa pra mim e me levou à fotografia foi o registro de Munkacsi. Quando eu vi a fotografia dos meninos negros correndo em direção à onda, eu não pude acreditar que tal coisa poderia ser captada por uma câmera. Peguei a câmera e fui para as ruas. (…) De repente eu entendi que a fotografia poderia captar a eternidade instantaneamente” – disse Cartier-Bresson durante uma entrevista.

Após esse episódio, adquiriu a câmera que o ajudaria eternizar aquilo que seus olhos viam: a famosa Leica com lente de 50mm. Pequena, ela permitiria que o fotógrafo registrasse nas ruas momentos variados sem que as pessoas percebessem que estavam sendo fotografadas.

Desde então, passou a vaguear as ruas, capturando vislumbres de vida, cenas que até podiam ser corriqueiras, mas, que aos olhos de Cartier-Bresson, tornavam-se verdadeiras obras de arte. Ele usava filme preto e branco e, raramente, fazia uso do flash. Apesar de amar a fotografia, não gostava de ser fotografado.

Durante a Segunda Guerra Mundial, teve sua carreira interrompida: serviu o exército francês. Foi capturado por soldados alemães e considerado prisioneiro de guerra. Tentou fugir sem sucesso duas vezes. Na terceira, se escondeu em uma fazenda e conseguiu documentos falsos para voltar à França. Lá, ajudou secretamente  outros prisioneiros, além, é claro, de registrar a ocupação e a liberação do pais no fim da guerra.

Em 1947, junto com os fotógrafos Robert Capa, George Rodger, David Seymour e William Vandivert, fundou a famosa Agência Magnum Photos, uma espécie de cooperativa de fotógrafos, influenciando o surgimento de outras ao redor do mundo.

As fotografias de Henri Cartier-Bresson são consideradas obras primas, visto que retratam os detalhes da vida, daqueles despercebidos no cotidiano. Seu legado para fotografia é imensurável. Com a sua observação “incomum” sobre a fotografia, eternizou-se em seu conceito do “instante decisivo”, o momento exato na qual uma foto é tirada. Em suas palavras: momento que “se alinha a cabeça, o olho e o coração” para conseguir a fotografia.

Henri Cartier-Bresson,  grande mestre da fotografia do século 20, morreu em 2004 aos 95 anos de idade em Isle-sur-la-Sorgue. Fotógrafo humanista, deixou o legado de um olhar aprofundado sobre a condição humana, tão representada lindamente em suas fotos.

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