Adobe volta atrás na compra da Figma e paga multa bilionária

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A multinacional de softwares Adobe viu sua tentativa de adquirir outra gigante na área de editores gráficos de vetor, a Figma, se tornar uma verdadeira empreitada frustrada. Seja no aspecto estratégico como também financeiro, pois a companhia precisou arcar com custos mesmo voltando atrás na transação.

Ainda em setembro de 2022, as companhias entraram em acordo para que a Adobe assumisse o controle da Figma. Porém, o acordo que envolveria o pagamento de 20 bilhões de dólares (R$ 98,7 bilhões) entre ações e valores foi, desde o princípio, visto com negatividade por acionistas da Adobe. Causando, por consequência, uma queda de quase 20% no valor das ações.

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Além disso, o Competition and Markets Authority (CMA), órgão regulatório do Reino Unido que visa assegurar a competitividade de mercado, ‘barrou’ a transação. O entendimento é de que a mobilização representa a “eliminação de competição existente entre dois dos maiores players no mercado de softwares de design”.

Nos últimos 15 meses, as duas empresas poderiam apresentar um cenário que convencesse o CMA de que a transação não afetaria o setor nesse sentido. Porém, sem encontrarem essa alternativa, as partes desistiram do negócio. Algo que, necessariamente, rendeu um prejuízo bilionário para a Adobe.

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Divulgação

Mediante o formato do acordo, mesmo que sendo por conta de força externa, a responsável por famosos produtos de edição de fotografia e filmagem como Photoshop, Illustrator, dentre outros, teve de pagar multa de um bilhão de dólares. Valor esse, no atual câmbio, que equivale a R$ 4.9 bilhões.

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