Olimpíadas: 14 fotografias que contam a história dos Jogos
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Olimpíadas: 14 Fotografias que contam a história dos Jogos

As Olimpíadas de Tóquio, no Japão, estavam marcadas para o verão de 2020. No entanto, a pandemia da covid-19 suspendeu o evento pela primeira vez desde a sua criação, em 1896. A espera foi longa, mas os Jogos Olímpicos de 2020 finalmente acontecerão.

No próximo dia 23, o mundo celebra o início da 29ª edição do evento. Espectadores do planeta inteiro param para assistir competições de dezenas de modalidades, com atletas de ponta disputando a tão sonhada medalha de ouro olímpica. Além disso, as Olimpíadas foram palco de momentos históricos para o mundo, não apenas no âmbito esportivo, mas também para a sociedade como um todo.

Por isso, separamos fotografias que registraram momentos marcantes da história dos Jogos Olímpicos, desde a sua criação.

A Primeira Olimpíada

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No final do século XIX, por iniciativa do Barão de Coubertin, criador do Comitê Olímpico Internacional, os Jogos Olímpicos da Antiguidade foram revividos. Em abril de 1896, em Atenas, na Grécia, berço dos jogos, aconteceram os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna. O evento contou com a celebração de nove modalidades e a participação de catorze países, segundo dados oficiais.

Um recado para o Mundo

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As Olimpíadas de 1936 foram sediadas em Berlim, na Alemanha. Na época, o país era comandado pelo regime nazi-fascista de Adolph Hitler. A realização dos jogos, para o ditador, era uma demonstração da força alemã e da raça ariana — supostamente superior de acordo com seus credos racistas. O evento ocorreu três anos antes do início da Segunda Guerra Mundial.

Um recado para o nazi-fascismo

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Os planos de Hitler, ao tentar demonstrar essa superioridade da raça ariana, no entanto, não tiveram sucesso em Berlim. Isso porque o americano Jesse Owens, um homem negro, consagrou-se vencedor em quatro provas nobres do atletismo: 100 e 200 metros rasos, salto em distância e revezamento 4×100 metros. Algumas vitórias, inclusive, foram contra competidores da Alemanha nazista.

Com os Pés no Chão

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Abebe Bikila, o vencedor da maratona dos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960, só entrou para a equipe de corredores da Etiópia porque um parceiro se contundiu. Ao chegar na competição, experimentou vários tênis, mas nenhum o deixava confortável. Sendo assim, decidiu competir descalço, assim como treinava em seu país. Em seguida, superou o favorito marroquino Rhadi Ben Abdesselam, vencendo a prova.

Punhos cerrados no pódio

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Em 1968, nas Olimpíadas da Cidade do México, um protesto correu o mundo. Os norte-americanos Tonnie Smith e John Carlos, respectivamente ouro e bronze nos 200 metros rasos, recusaram-se a cantar o hino do seu país. Além disso, retiraram os tênis, ficando apenas com meiões pretos, e levantaram os braços com punhos cerrados destacados por luvas pretas. Na época, a luta de negros por direitos civis nos Estados Unidos estava em seu auge. Ambos, sob pressão do Comitê Olímpico Internacional, foram expulsos da equipe de atletismo estadunidense.

A maior tragédia das Olimpíadas

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Na madrugada de 5 para 6 de setembro de 1972, durante os Jogos Olímpicos de Munique, na Alemanha, ocorreu a maior tragédia da história do evento. Onze integrantes da delegação israelense, que estavam hospedados na vila olímpica, foram assassinados. A autoria dos ataques é associada à Organização Setembro Negro e é considerado o maior atentado já realizado em um evento esportivo.

Nota 10

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Com apenas 14 anos, a romena Nadia Comaneci fez o que parecia impossível até os Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976. Com uma apresentação perfeita nas barras assimétricas, a ginasta conseguiu a primeira nota 10 do esporte. O fato inédito pegou de surpresa a fabricante dos relógios da competição, que não conseguiu registrar a nota com 4 dígitos. Dessa forma, a performance de Nadia foi mostrada como “1.00” em vez de “10.00”.

A jovem já havia avisado ao COI, antes dos Jogos, que poderia ser necessária essa substituição, mas eles não a levaram a sério. A romena ainda teve mais cinco notas 10 durante as competições.

A Mulher mais rápida da história

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Florence Griffith-Joyner, mais conhecida como Flo-Jo, marcou seu nome na história do atletismo nos Jogos Olímpicos de Seul, na Coreia do Sul, em 1988. A norte-americana se consagrou campeã dos 100, 200 e revezamento 4×100 metros rasos. Além disso, a atleta chocou o mundo ao quebrar o recorde da competição mais nobre do atletismo, os 100 metros rasos, com um recorde de 10,49s.

Desde então, nenhuma atleta conseguiu quebrar seu recorde. Flo-Jo se aposentou logo após os Jogos, com apenas 28 anos, sob fortes suspeitas de doping que nunca ficaram comprovadas. Sua vida também teve um fim prematuro, em 1998, com 38 anos, por asfixia após um ataque de epilepsia.

Pai e filho cruzando a linha de chegada

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Derek Redmond era considerado uma esperança de medalhas para a Grã-Bretanha em Seul. No entanto, uma lesão o tirou dos Jogos, adiando seu sonho.

Para as Olimpíadas de Barcelona, em 1992, Redmond teve novamente uma boa preparação. Chegava, inclusive, com um título mundial no revezamento 4×400 metros um ano antes. Mas, mais uma vez, as lesões atrapalharam sua trajetória. Na prova dos 400 metros rasos, sentiu a coxa e não conseguiu mais correr, mas tentou chegar ao fim ainda assim.

O atleta foi ovacionado e teve uma ajuda especial. Seu pai, vendo a situação do filho, driblou a segurança e invadiu a pista. Ele abraçou Derek e o ajudou até a linha de chegada. Esse é considerado um dos momentos mais bonitos da história dos Jogos.

O time dos sonhos

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Em Barcelona, foi a primeira vez que o time norte-americano de basquete contou com jogadores da sua liga profissional, a NBA. Com isso, várias estrelas fizeram parte daquele que ficou conhecido como “o time dos sonhos”. Magic Johnson, Michael Jordan e Larry Bird estavam entre os jogadores do elenco.

O time, é claro, ficou com a medalha de ouro. Com atuações avassaladoras, o Dream Team praticamente não notou os esforços dos adversários, já que todos foram derrotados por mais de 30 pontos. Na final, celebraram a vitória por 127 a 76.

A primeira vez em uma piscina olímpica e em uma Olimpíada!

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Nas Olimpíadas de Sydney, em 2000, um episódio inusitado marcou o evento. Em uma das qualificatórias para os 100 metros nado livre, um competidor chamou atenção. Não por suas habilidades, mas pela história curiosa. Eric Mousambani, da Guiné Equatorial, estreava nas Olimpíadas naquela qualificatória. Além disso, seria a primeira vez que ele disputaria algo em uma piscina olímpica.

O nadador, que havia se tornado profissional há menos de 8 meses, viu todos os seus adversários serem eliminados por queimarem a largada. Com isso, Moussambani nadou sozinho a qualificatória. No entanto, seu resultado foi pífio, com o tempo de 1m52s72. A torcida, porém, apoiou o atleta até o último instante.

O sonho do Ouro interrompido

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Em 2004, nas Olimpíadas de Atenas, o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima estava pronto para se tornar o primeiro atleta do país a conquistar a medalha de ouro em uma maratona nos Jogos.

No entanto, faltando apenas 6 km para a linha de chegada, o maratonista foi agarrado por um manifestante irlandês. O ataque custou sua primeira posição, mas o brasileiro se recuperou e ainda terminou em terceiro lugar. O atleta foi ovacionado na sua chegada ao Estádio Olímpico de Atenas, no fim da prova.

O maior de todos os tempos nas piscinas

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8 medalhas de ouro em 8 dias. Essa foi a façanha de Michael Phelps, nadador norte-americano, nas Olimpíadas de Pequim, em 2008. Com isso, o nadador superou a marca do também norte-americano Mark Spitz, que conquistou sete medalhas em Munique, em 1972.

No entanto, as oito medalhas de Phelps não foram as únicas de sua carreira. Ao todo, foram 23 medalhas de ouro, entre os Jogos de Atenas (2004) e do Rio de Janeiro (2016). Além disso, o atleta ainda possui mais três medalhas de prata e duas de bronze no currículo.

O maior de todos os tempos nas pistas

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Usain Bolt estreou nas Olimpíadas em Pequim, em 2008. Lá, foi campeão nas provas dos 100 e 200 metros rasos. Em 2012, em Londres, repetiu a dose e ainda venceu o revezamento 4×100 metros.

Em 2016, saiu em busca de um feito completamente inédito: ser tricampeão das provas mais nobres do atletismo — e ele conseguiu! Além disso, levou também o bicampeonato consecutivo dos 4×100, aposentou-se como o maior das pistas e detentor do recorde mundial das três categorias em que foi medalhista de ouro.

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