A política tarifária agressiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá (mais um) reflexo na gigante do mercado fotográfico Nikon. Isso porque a multinacional apontou que, à partir do dia 1° de setembro, equipamentos no país passarão por nova rodada de ajustes. A segunda nos últimos três meses, já que a primeira se confirmou, via nota oficial, em 23 de junho.
De acordo com o comunicado oficial da companhia, um monitoramento constante no mercado tarifário está em curso para “minimizar o impacto na nossa comunidade.” Entretanto, sem a devida clareza sobre pontos importantes como a elevação exata dos preços. Ou mesmo se essa elevação se abate a linhas específicas de produtos da Nikon nos Estados Unidos.
“Na Nikon, continuamos comprometidos em fornecer produtos de imagem da mais alta qualidade e valor aos nossos clientes. À medida que continuamos a lidar com o impacto das tarifas, um novo ajuste de preços entrará em vigor em 1º de setembro de 2025”, informa a Nikon.

“Estamos acompanhando de perto a evolução das tarifas e das condições do mercado e tomando todas as medidas possíveis para minimizar o impacto sobre nossa comunidade. Agradecemos a compreensão de nossos clientes. Os clientes com dúvidas sobre pedidos devem entrar em contato com seu revendedor autorizado para obter suporte”, agregou a desenvolvedora e fabricante de itens fotográficos desde 1917.
Com parte dominante das empresas do setor tendo manufatura em países asiáticos (fortemente afetados pelo “tarifaço” de Trump), as elevações de preços tem sido movimento constante. Não por acaso, além da Nikon, ao menos outras três gigantes do setor já fizeram (ou estão em vias de fazer) tal movimento. São os casos, por exemplo, de Canon, Fujifilm e GoPro.
