Credibilidade do Fotojornalismo

Hoje, a profissão do fotojornalista pode estar ameaçada pela transformação tecnológica, a ascensão do vídeo e pela fragmentação da mídia. Alguns críticos questionam a credibilidade da profissão e os fotojornalistas tentam trazer uma imagem mais precisa do mundo, como uma saída para manter o oficio sólido. Infelizmente, os fotojornalistas não tem um manual do que podem e o que não podem fazer e muito menos as consequências dessas ações. Mas, existe um consenso ético que diz que as fotos devem sempre falar a verdade. A questão é: até que ponto vai à verdade?
Se você é estudante de jornalismo, jornalista ou fotojornalista conheça as dicas que preparamos, com base nos estudos de críticos da área, jornais que entendem do assunto e fotojornalistas respeitadíssimos. Assim você pode garantir mais credibilidade como fotojornalista, principalmente em uma época que isso está sendo o maior diferencial entre os profissionais da área.
1 – Alterar fotografias é antiético, sim. Mas até onde?


Todo bom jornalista sabe que a foto em si já é uma alteração da realidade, porque quando você seleciona o ângulo, o enquadramento e os filtros, você já está fazendo um recorte da realidade. A questão é saber o seu limite como formador de opinião. O fotojornalista não alterara a fotografia, não adiciona elementos no cenário para as fotos ficarem mais apelativas, nem pedem para as pessoas envolvidas mover-se de lugar. Porém, pode ser necessário editar pontos específicos da foto para aumentar a qualidade técnica da imagem. As imagens eletrônicas levantam novas questões, mas as respostas vêm todas dos valores antigos: tonificação e cortes são aceitáveis, retoque é limitado à remoção de arranhões e pontos de poeira e os ajustes de cor devem ser sempre mínimos.

2 – O que os jornais mais famosos do mundo falam sobre a credibilidade do fotojornalismo
A credibilidade é essencial para as organizações de notícias e para os fotojornalistas. Se o público não acreditar na autenticidade da imagem, a notícia será quebrada, incompleta. A consequência disso é que os consumidores não compram produtos quebrados por muito tempo e a credibilidade do fotojornalista perde cada vez mais espaço no mercado. As fotos do New York Times, por exemplo, segundo o editor chefe, as imagens se propõem a “descreverem a realidade e devem ser genuínas em todos os sentidos”. O Washington Post, outro jornal de conhecimento mundial, expressa a missão dos seus fotógrafos em termos semelhantes: “A fotografia tem vindo a ser confiável como uma ficha virtual de um evento. Nós nunca devemos trair essa confiança”. A Associated Press coloca desta forma: “As nossas imagens devem sempre fale a verdade”.

Em que pé estamos?


Agora, os jornalistas e fotojornalistas estão tentando responder perguntas sobre a credibilidade do fotojornalismo que se multiplicam antes de serem respondidas, tais como:
O que acontece quando a tecnologia torna mais fácil a alteração das imagens e muito mais difíceis de detectar? O que acontece quando cinegrafistas de televisão, que nunca se inscreveram nas diretrizes de jornais, vêm à tona em organizações jornalísticas? O que acontece quando segmentos influentes do público perdem a fé em conceitos gastos pelo tempo?

Essas são questões que começam a vir à tona quando pensamos em fotojornalismo de “verdade”. Quando as páginas do livro de regras do fotojornalismo começam a virar cinza em vez de preto e branco. E quando o chão sob as notícias fotográficas começam a virar uma ladeira escorregadia em vez de rocha sólida. Howard Chapnick, líder de fotográfica da Agência Black Star, por mais de 25 anos antes de sua morte, em 1996, disse o seguimento de ética do fotojornalismo: Credibilidade. Responsabilidade. Estas palavras nos da direito de chamar a fotografia de profissão em vez de negócio. Não manter essa credibilidade vai diminuir o impacto jornalístico e é claro, a autoestima dos profissionais. É da importância da fotografia como comunicação valorizar a credibilidade e lutar por ela incansavelmente.

O que posso fazer para ajudar na credibilidade do fotojornalismo?

credibilidade do fotojornalismo
01- Para ajuda na credibilidade do fotojornalismo, comece a usar programas detectores de manipulação de imagem: nos últimos anos, a nova tecnologia pode ajudar as organizações de notícias e os fotojornalistas a identificarem falsificações de imagem. Procure por eles e faça a sua parte.

02 – Cobre dos freelancers e jornalistas cidadãos o mesmo padrões dos fotógrafos profissionais: O fotojornalista cidadão é um dos desafios enfrentados pela comunidade fotojornalismo. Porém, não é porque ele não é profissional, que se pode aceitar imagens antiéticas, alteradas ou manipuladas. Portanto, cobre a integridade da imagem sendo de quem for.

03 – Comece por você: a melhor maneira de ajudar na credibilidade do fotojornalismo é começando a ser ético em suas próprias fotos, seja você um fotojornalista ou um chefe de jornal/agência.

Agora que você já conheceu um pouco mais sobre os desafios, questionamentos e possíveis soluções para o fotojornalismo, não pare por aqui! Acompanhe o nosso blog e aprenda as melhores técnicas para tirar fotos cada vez mais incríveis.

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