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Foto: Tania Esteban

Fotógrafa da natureza lamenta pequena presença feminina no mercado

Assim como em outras áreas profissionais, a função de fotógrafa da natureza não é tão comum diante dos poucos incentivos e oportunidades existentes em um mercado onde a presença masculina ainda é notada de maneira predominante. Algo que, além de seu talento, traz ainda mais mérito ao exercício bem-sucedido da função a espanhola Tania Esteban.

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Foto: Tania Esteban

Em entrevista que concedeu ao portal Digital Camera World, Tania pontuou que existe uma clara desigualdade entre a presença feminina na área de produção e a efetiva atuação com a câmera em mãos para fazer os mais diversos registros ao redor do globo. Além disso, ela frisou a existência também de um forte caráter discriminatório por algumas atividades naturais da função.

“Enquanto as mulheres estão bem representadas na área editorial da produção, nós somos significativamente sub-representadas na área de fotografia e filmagem, especialmente na indústria de filmagem da natureza. Chocantes 2% ou menos dos operadores de câmeras usados na produção da história natural são mulheres. É algo que eu sinto paixão em incentivar. Eu dou palestras para apoiar e dou conselhos e encorajo as jovens que querem seguir o trabalho com as câmeras”, disse Tania.

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Foto: Tania Esteban

“Em paralelo, tentar ver mudanças em atitudes na direção de termos mulheres nas câmeras em empresas é crucial. Poucas mulheres tem a oportunidade tanto de dirigir como de fotografar. Me inspirei em trabalhar nessa indústria por conta das talentosas Sophie Darlington e Justine Evans. Elas são minhas heroínas absolutas no mundo cinematográfico e elas eram realmente as únicas duas mulheres a fotografar enquanto eu crescia. Muita discriminação recai sob a noção de que a mulher não pode lidar com as condições de ambientes extremos enquanto filmam animais selvagens. A ideia de que não conseguimos lidar com os perigos em potencial, carregar o equipamento, fotografar com câmeras profissionais ou usar estabilizadores é muito frustrante”, completou a fotógrafa da natureza.