Nas últimas semanas, um volume assutador de chuva vem se abatendo sobre algumas cidades do interior de MG. Nesse sentido, os locais que tiveram impacto maior foram Juiz de Fora e Ubá, totalizando 62 mortes e sete pessoas desaparecidas até a última atualização das autoridades.
Além da tragédia em relação a vítimas fatais, as chuvas fortes afetaram a vida de outras milhares de pessoas. Não apenas no caráter sentimental, mas também material, pois o cálculo é de que 4,2 mil pessoas deixaram forçosamente suas casas por questões de segurança. A saber, a cidade de Juiz de Fora está entre as dez cidades do Brasil com maior população sob risco de deslizamento.

Ainda sobre Juiz de Fora, um dado em levantamento do Instituto Nacional de Meteorologia ajuda explicar tamanho caos. Entre os dias 1° e 26 de fevereiro, a precipitação de água sobre uma das cidades mais afetadas em MG chegou a 733,4 mm. Para se ter uma ideia, essa quantia representa quatro vezes mais em relação a expectativa de chuva em todo o mês.
Felizmente, a expectativa dos meteorologista é de que o cenário mais crítico da situação já tenha passado. Ao menos, foi esse o tom do relato de Guilherme Borges, profissional da FieldPRO, em entrevista ao programa de TV Alerta Brasil.

“Ao longo dos próximos dias, a gente deve ter pancadas de chuva mais isoladas, não com a magnitude que a gente viu no litoral de São Paulo, por áreas do Rio de Janeiro e também no sul de Minas Gerais. As áreas que devem ser mais atingidas na questão da chuva ficam para o norte mineiro e também para o Espírito Santo”, detalhou.
