Em meio aos intensos e quase que ininterruptos conflitos na guerra entre Israel e Palestina, aqueles que são responsáveis por trazer informações ao grande público também acabam sendo vítimas de ataques. Como foi, por exemplo, o caso de profissionais que integravam conglomerados de notícias como Associated Press (AP), Reuters bem como da emissora de TV qatari Al Jazeera.
Ao longo de dois ataques israelenses que atingiram um hospital na Faixa de Gaza, pelo menos 20 pessoas morreram. Dentre elas, constam os nomes do cinegrafista Hussam al-Masri além dos jornalistas Mariam Abu Dagga, Mohammed Salama e Moaz Abu Taha.
De acordo com os relatos de diferentes informações, Al-Masri foi vítima do primeiro bombardeio. E, conforme os demais profissionais da imprensa chegava ao local para a cobertura inicial, um segundo ataque se abateu sobre a mesma região.
Através de comunicado, a Reuters declarou estar “devastada” com o violento ocorrido que também feriu outro profissional de uma das maiores agências do planeta. A saber, o ferido foi o fotógrafo Hatem Khaled.
“Estamos devastados ao saber da morte do contratado da Reuters, Hussam al-Masri, e dos ferimentos de outro de nossos contratados, Hatem Khaled, nos ataques israelenses ao hospital Nasser, em Gaza, hoje. Estamos buscando mais informações urgentemente e pedimos às autoridades de Gaza e Israel que nos ajudem a obter assistência médica urgente para Hatem”, detalha o comunicado.
Os acontecimentos desta semana trouxeram à luz um número de caráter alarmante. De acordo com levantamento do Sindicato de Jornalistas Palestinos, o total de jornalistas mortos por conta de ataques israelenses superou a marca de 240 profissionais entre agências e independentes. A linha de corte estabelecida para o levantamento é 7 de outubro de 2023, data do brutal atentado sob autoria do grupo terrorista Hamas onde 1200 civis foram mortos.
