Durante a cerimônia do World Press Photo Awards, famoso concurso de fotografia anual, já se sabe que um dos vencedores não vai estar presente. Isso porque o russo Mikhail Tereschenko se tornou uma espécie de persona non grata.
No último mês de março, a organização do concurso elegeu uma imagem de Tereschenko como uma das vencedoras na Europa. No clique vencedor, ele retrata uma manifestação de protesto onde uma pessoa balança a bandeira da Georgia. A saber, o fato ocorreu na capital do país, Tbilisi, logo após a eleição presidencial no fim do ano passado.
Com isso, o interesse sobre a vida e obra do profissional cresceu e uma problemática ligação profissional do fotógrafo com a agência de notícias estatal russa TASS logo veio à tona. E isso se transformou em ponto crucial para o mesmo ser “desconvidado” de receber a premiação no evento presencial.

“Devido ao aumento das tensões no continente europeu, neste momento, não podemos mais receber um convidado de uma organização russa controlada pelo Estado. Como consequência, Mikhail Tereshchenko não está mais convidado para o programa dos vencedores e para a cerimônia de premiação, em Amsterdã”, destaca a World Press Photo em comunicado oficial.
Desde o ano de 2020, o caráter de suposto alinhamento unicamente com os interesses do presidente Vladimir Putin por parte da TASS colocou a mesma como fonte das chamadas fake news. Ao ponto, inclusive, da mundialmente conhecida agência fotográfica Getty Images cortar laços comerciais com a mesma.
Desconvidado, mas ainda premiado
Apesar do tom de persona non grata para o profissional da área da fotografia, não existe qualquer previsão de que a categoria tenha alteração no vencedor. Como também pontua a responsável por organizar o concurso, não houve nenhuma violação no caráter de participação quando da inscrição da fotografia.
Além disso, o entendimento é que a identidade e/ou vinculação profissional do vencedor não podem influenciar na remoção da honraria.
