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Lenda da fotografia global, morre Sebastião Salgado, aos 81 anos

Um dos maiores fotógrafos não apenas do Brasil, como também do mundo, nos deixou nesta sexta-feira (23). Aos 81 anos, morreu Sebastião Salgado, figura que marcou gerações diante de sua atuação na nobre arte da ...

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Um dos maiores fotógrafos não apenas do Brasil, como também do mundo, nos deixou nesta sexta-feira (23). Aos 81 anos, morreu Sebastião Salgado, figura que marcou gerações diante de sua atuação na nobre arte da fotografia que começou ainda no ano de 1973.

De acordo com informações da família do fotojornalista, a causa da morte de Salgado foi um grave quadro de leucemia em decorrência de malária. A saber, ele contraiu a doença que influenciou na evolução para a leucemia ainda no ano de 2010, quando estava em viagem na Indonésia.

Sebastião Ribeiro Salgado Júnior nasceu na pequena cidade de Aimorés, no interior de Minas Gerais, em 8 de fevereiro de 1944. Único filho homem entre nove irmãs, graduou-se em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo em 1967. Logo após a formação, foi para São Paulo onde realizou pós-graduação na USP e também conheceu sua esposa, Lélia Deluiz Wanick.

Em 1969, durante a ditadura militar no Brasil, Salgado se mudou para Paris e escreveu sua tese em Ciências Econômicas. Pouco tempo depois, em trabalho para a Organização Internacional de Café (OIC), passa a fazer viagens de trabalho à África. Em uma dessas viagens, faz sua primeira sessão de fotos com uma Leica de sua esposa. Desde então, nunca mais parou de fotografar.

O início na profissão

Sua paixão pela fotografia o tornou fotojornalista. Na década de 1970, passou por duas grandes agências, Sygma e a Gamma. Em 1979, entra para a Magnum, a qual o enviou para a capital americana, Washington. Lá, cobriu um fato que mudou a sua vida completamente: documentou o atentado ao presidente Ronald Reagan, em março de 1981. Por conseguinte, as fotos que conseguiu foram vendidas para jornais do mundo inteiro. Dessa forma, com o dinheiro que arrecadou, conseguiu financiar seu primeiro projeto pessoal na África.

Imersão em causas sociais

No ano de 1986, realizou uma fantástica sequência de fotos documentais sobre camponeses latino-americanos durante sete anos. Esse registro deu origem ao seu primeiro livro, “Outras Américas”. A saber, nessa época, as fotos preto e branco já eram uma marca que permeava o seu trabalho documental e envolto em causas sociais.

O próximo tema ao qual ele se dedicou, de 1993 a 1999, foi o da emigração massiva de pessoas no mundo todo, dando origem a “Êxodos” e “Retratos de Crianças do Êxodo”, de 2000, ambos alcançando grande sucesso mundial. Um ano depois, o fotógrafo foi indicado para ser representante especial do UNICEF. No início da obra “Êxodos”, escreveu:

“Mais do que nunca, sinto que a raça humana é somente uma. Há diferenças de cores, línguas, culturas e oportunidades, mas os sentimentos e reações das pessoas são semelhantes. Pessoas fogem das guerras para escapar da morte, migram para melhorar sua sorte, constroem novas vidas em terras estrangeiras, adaptam-se a situações extremas…”.


Alberto Barbosa

Formado em jornalismo no ano de 2012 pelo Centro Universitário FIAM, atuou em diversos segmentos da comunicação como editoras e sites de conteúdo esportivo. Foi editor e repórter do Universo dos Sports e hoje é, além de freelancer, Editor-Chefe do Futebol Latino e também do blog eMania.


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