A importância de gigantes do mundo da fotografia como a Kodak, para o mundo das artes, é algo naturalmente consolidado. Afinal, estamos falando de uma companhia que revolucionou o mercado fotográfico no sentido de popularizar o acesso as câmeras. Isso ainda no século XIX, período onde o desenvolvimento da área estava em seu início.
Contudo, o que pouca gente sabe é que a empresa foi uma das primeiras a saber sobre o hoje mundialmente conhecido Projeto Manhattan, responsável pelo desenvolvimento da bomba atômica que culminou nos ataques as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945. Tudo isso graças a problemas encontrados em filmes de raio x.
Para entender melhor, é preciso voltar pouco menos de um mês antes dos ataques nucleares ao território nipônico. Isso porque, em julho de 1945, a Kodak percebeu que os filmes continham manchas como se estivesse expostos a luz. Mesmo que, durante o processo de fabricação e transporte, todos os cuidados técnicos estivessem em dia.

Do fogging ao Projeto Manhattan
Diante disso, um físico da empresa (Julian Webb) ficou encarregado de entender o motivo por trás do efeito conhecido tecnicamente como fogging. E ele concluiu que o problema estava relacionado a uma exposição do material a radiação, contida nas embalagens de papelão que deveriam guardar os produtos.
A partir daí, a Kodak começou a “puxar o fio” e chegou ao fatídico momento onde se deparou com testes realizados pelo governo norte-americano, até então, em absoluto sigilo. Com o nome de Projeto Manhattan, a ideia central era avançar na corrida armamentista para se antecipar ao risco de desenvolvimento de tal tecnologia pela Alemanha.
Com este cenário, para equilibrar entre o vazamento de uma atividade desta natureza sem prejudicar a atividade econômica, Kodak e o governo dos Estados Unidos fizeram um acordo. Nele, a companhia seria avisada com antecedência sobre os testes dessa natureza para acondicionar seus produtos de maneira segura. Por outro lado, a empresa manteria segredo sobre a situação com mérito de segurança nacional.
E aí, sabia dessa história? Tem uma curiosidade envolvendo o mundo da fotografia que poucas pessoas sabem que você acha interessante compartilhar? Deixe nos comentários!
