Não há nada melhor que começar o final de semana com bom humor. Assim, hoje vamos falar sobre um fotógrafo e poeta que imprimiu a comédia em suas fotografias: o francês René Maltête.
René nasceu no 8 de maio de 1930, na comuna francesa de Lamballe, conhecida pela gastronomia de requinte e qualidade. René Maltête começou a fotografar aos 16 anos com uma câmera Pontiac. Equipamento fotográfico, aliás, muito comum da época. Querendo ser cineasta, ele mudou-se para Paris, em 1951, onde comprou sua primeira câmera fotográfica profissional.
Nova (e divertida) fase
Em 1954, René começou a realmente trabalhar como fotógrafo. Foi nesse ambiente pós-guerra que começou a criar sua obra. O humor, a ironia, o sarcasmo, a comédia e o drama podem ser vistos em suas fotografias de elementos que despertam o nosso lado mais cômico.
Ele tinha o talento de juntar personagens e itens em cenas corriqueiras, mas com outra “roupagem”. De certa forma, transformou sua fotografia de rua em uma forma de expressão. Em suma, uma arte atemporal que fascina pela criatividade e irreverência até os dias de hoje.
Reconhecimento devido
Já em 1958, René Maltête passou a fazer parte da prestigiosa agência Rapho, na época, um grande celeiro de grandes fotógrafos europeus de caráter mais humanista. Dois anos depois, lançou o primeiro livro na capital francesa. Intitulado “Paris des rues et des chansons”, finalmente foi publicado após várias rejeições de editores do ramo que acabaram cativados pelo talento desse grande expoente da fotografia de rua. Posteriormente, teve o seu trabalho publicado nas principais revistas da época, como Life, Look e Paris-Match.
Na década de 70, mudou de cidade novamente, passando a morar em Dreux, região localizada no norte da França. Com uma idade mais avançada, passou a se dedicar mais à literatura, participando de festivais do gênero e escrevendo novas publicações para o seu público.
René Maltête faleceu em novembro de 2000, deixando mais de dez livros publicados, além de fotografias únicas com a presença do humor e da reflexão sobre a vida. Com certeza foi um fotógrafo com um estilo próprio, muito diferente dos outros profissionais de sua época. Ele nos deixou o legado de que é possível imprimir a comédia na fotografia, de forma profissional e com alto valor técnico e estético.




