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Flash Portátil: o poder da luz no seu bolso

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O Flash Portátil não-embutido é um elemento importante da iluminação usada em fotografias. Ainda que ele não tenha o mesmo efeito de uma iluminação de estúdio, ele permite chegar razoavelmente perto – e com a vantagem de que pode ser usado em qualquer locação. Neste post vamos falar exatamente de como tirar o máximo do recurso de flash portátil, suas vantagens e desvantagens.

Os modelos de flash portátil não-embutido que vamos usar para referência são o Flash Canon 600EX-RT Speedlite e o Flash Yongnuo 600Ex-RTs. O primeiro é de uma das marcas mais famosas do mundo, enquanto o segundo é de uma marca chinesa. Ambos os equipamentos são muito parecidos em termo de design, além de terem também as mesmas funções, menus e ativação via rádio. A diferença principal vem no preço: pelo valor de um flash Canon é possível adquirir dois flashes Yongnuo de mesmo tipo.

Já avisamos que, infelizmente, a mesma lógica não se aplica a outros produtos. Não recomendamos um acessório como teleconversores da Yongnuo, pois fotógrafos que experimentaram produtos da marca relataram alguns problemas de superaquecimento do equipamento. Assim, acoplar os equipamentos em sua máquina pode acarretar pequenos danos. Mesmo assim, para um equipamento utilizado separadamente – como é o caso do flash portátil não-embutido – vale a pena o investimento. É possível notar que a qualidade de fabricação é boa, apresentando um custo-benefício interessante.

Flash Portátil

Para quem está começando a usar um flash portátil não-embutido, tudo que é preciso é um único flash e alguns disparadores simples. Você também precisará de um tripé de iluminação para os flashes e possíveis modificadores de iluminação; uma opção compacta é o tripé 001B da Manfrotto. Os modificadores de iluminação, é claro, são opcionais – como filtros em uma fotografia. Você pode ler mais sobre eles neste artigo. Alguns exemplos são rebatedores e difusores. Outro item opcional é o gel para correção de temperatura da cor. Com esses itens, você consegue obter uma ampla gama de efeitos de iluminação (impossíveis com o flash embutido da câmera).

Esse é um primeiro passo para criar um “kit de fotografia em locações externas”. Posteriormente, ele permitirá que você controle então até cinco grupos de flashes através de uma unidade principal, em modo manual ou TTL. No caso dos modelos de flashes que estamos usando como referência neste artigo, os controles são bastante intuitivos e amigáveis.

Modificadores de iluminação

Lembre-se de que em sessões externas, fora do estúdio, a luz natural tem um papel importante. Por isso, antes de começar a utilizar seu flash portátil, é importante fazer a leitura da iluminação do ambiente e ajustas as configurações do flash para complementarem esta iluminação – sem dominá-la. Uma proporção de 2:1 entre a luz natural e o flash é geralmente boa.

Nessa hora, a possibilidade de controlar todos os flashes através de uma unidade principal realmente é importante. Assim, se você já estiver usando múltiplos flashes, não precisará realizar estes ajustes manualmente em cada um deles.

Além do controle da proporção, também é importante observar a direção da luz, ou seja, o ângulo que ela irá atingir. Para fazer isso, use o controle interno de zoom do flash portátil. Nos modelos que estamos usando como referência, esse controle vai de 20 a 200mm. Isso permite, por exemplo, que você ilumine o modelo enquanto mantém a luz natural no fundo.

Como vimos, tem uma série de maneiras para conseguir melhores resultados com o flash portátil. Mas ainda fica a questão da potência. O modelo da Canon que usamos como referência é um dos mais poderosos do mercado atualmente, e o similar da Yongnuo não perde por muito. Mesmo assim, eles não conseguem alcançar o nível da iluminação de estúdio.

Existe uma maneira de driblar esse problema, quando uma fonte de iluminação mais potente é necessária. É preciso reunir três flashes em um pedestal e usar um softbox para concentrar a luz. Ainda não é o mesmo que uma iluminação de estúdio – porém, como você provavelmente não vai precisar muitas vezes de uma fonte de luz tão poderosa, esse processo “quebra o galho”. (Agora, se você precisar usar essa técnica com muita frequência, talvez seja mesmo hora de pensar em alugar ou montar um estúdio fotográfico).

Então, para o fotógrafo que está começando uma carreira; para aquele que não quer ou não pode montar um estúdio; e para aquele que trabalha principalmente em locações externas. Para todos esses, o flash portátil não-embutido é uma opção válida. Basta conhecer e saber lidar com suas limitações. E você, como usa seu flash?

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