‘Fazenda de cliques’ é registrada pelo fotógrafo Jack Latham

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O mundo da internet e de negócios virtuais funcionam, inegavelmente, com base em cliques e engajamento. As estratégias para obter tais resultados variam, mas não podem perder de vista tais resultados. Por isso, iniciativas que tornam esse processo artificialmente mais rápido como usar uma ‘fazenda de cliques’ ganhou proporções inimagináveis ao longo do planeta nas últimas décadas.

Por razões óbvias, esse tipo de atividade ilegal dificilmente possui registros de caráter oficial. Logo, as mais diferentes imagens feitas em uma fazenda de cliques ocorre de maneira clandestina. Porém, esse não foi o caso do fotógrafo britânico Jack Latham através de visita à trabalho feita no Vietnã.

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Jack Latham/Here Press

O profissional do mundo da fotografia está produzindo um conteúdo específico que envolve a ação de ‘fazendas de likes’. Principalmente, em países do continente asiático com menor poder aquisitivo. A propagação dessa atividade nos países citados se dá por conta de diferentes fatores. Alguns deles são o baixo custo de mão de obra e energia bem como a dificuldade de autoridades locais em inibir tal ação.

Como mostram as imagens de Latham, se trata, basicamente, de um imenso número de smartphones e outros aparelhos com acesso a internet e redes sociais funcionando de maneira interligada. Ou seja, em uma ação, é possível dar o comando que move milhares de aparelhos para o fim desejado. Seja pensando em likes e comentários, turbinar as visualizações de determinado conteúdo etc.

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Jack Latham/Here Press

Vale do Silício

Na análise do fotógrafo britânico, o principal ‘combustível’ dessa atividade acaba sendo justamente os elementos comportamentais que movem a atual sociedade. Além disso, ele também comentou sobre o quão ficou impressionado com a engenharia envolvida na operação. Nesse sentido, comparou o que foi encontrado com as famosas empresas de tecnologia do Vale do Silício, situado nos Estados Unidos.

“Quando a maioria das pessoas está nas redes sociais, elas só querem atenção – estão implorando por isso. Com a mídia social, nossa atenção é um produto para anunciantes e profissionais de marketing. Todas pareciam startups do Vale do Silício. Havia uma enorme quantidade de hardware… paredes inteiras de telefones”, descreveu.

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