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O processo de pós-produção na fotografia newborn

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A edição das imagens é um processo bastante controverso, e muitas vezes, visto com maus olhos. Muitos dizem que essa manipulação torna aquilo que foi fotografado em algo irreal, criando padrões e conceitos ilusórios. Nesse quesito, é fundamental que o profissional tenha em mente o resultado que deseja, seja isso feito em captura ou em pós-produção.

Desconsiderando esse uso indevido dos programas de manipulação de imagens, o tratamento das imagens, quando bem utilizado, é uma parte essencial da finalização das imagens digitais e, por isso, é um conhecimento indispensável para o fotógrafo. O uso correto do Photoshop, por exemplo, resulta em imagens extraordinárias que são impossíveis de serem criadas em captura. Assim, as funções disponibilizadas por esses softwares como fusões de imagens, uso seletivo de cores, máscaras, montagens, dentre centenas outras existentes, tornam possível a criação imagens artísticas e aparência realista e de bom gosto.

Na fotografia newborn, assim como em qualquer outro ramo da fotografia, o tratamento de imagens está presente. Inclusive, em diversas fotos espalhadas por aí o resultado visto só foi possível graças à manipulação da imagem. Pode ter certeza que aquelas fotografias com o bebê suspenso, ou coisa parecida, essencialmente, são criadas assim.

Outro exemplo é a pose sapinho. Sabe aquela em que o bebê aparece deitado de bruços segurando a cabeça? Pois é fruto de manipulação. O recém-nascido não tem força para segurar a própria cabeça, e por isso, são feitas uma série de fotos nas quais alguém segura o bebê para manter a pose. Depois, as imagens são mergidas da melhor forma possível.

Mais motivos levam à necessidade do tratamento pós produção também. Por exemplo, o bebê, em geral, é muito branco, então todas as suas veias estão visíveis. Ou ele nasceu com alguma mancha vermelha no corpo ou com icterícia, que deixa a pele amarelada. Essas imperfeições desaparecem com o tempo, mas estarão presentes, para sempre, nas fotografias. Além disso, como a segurança do bebê é o primeiro foco do fotógrafo durante a sessão, algum problema de enquadramento pode acontecer, como uma parte do fundo que apareça descoberto. Todos esses pequenos detalhes são facilmente corrigidos com software, mantendo a essência da fotografia original.

Conversamos com Henrique Ribas, fotógrafo especialista em tratamento de imagem, para desmistificar algumas questões em torno da manipulação de imagens na fotografia newborn.

Para ele, o maior problema acerca do tratamento de imagens está no preconceito criado pelas pessoas sobre os softwares. “A maior dificuldade que vejo nas pessoas é o medo da palavra Photoshop. Este software tem um potencial enorme e muitas vezes a maneira como ele deve ser usado assusta e parece se tornar difícil de conseguir chegar nos resultados”, ele afirma.

O especialista diz que, na verdade, usar os softwares é bastante simples. Basta aprender como ele executa as suas funções, que são tarefas bastante mecânicas, uma vez, que já se sabe “como ele [o software] pensa e/ou executa sobre certas funções e detalhes internos”.

Depois de tantos anos de carreira, e diversos workshops e palestras ministrados, Ribas já consegue identificar as maiores dificuldades que os fotógrafos enfrentam no pós-produção. As dúvidas são sempre parecidas, dificuldades de entender camadas, como trabalhar com tal detalhe, como fazer tal situação. A questão maior que deve ter em mente é: tudo está em torno de luz, sombra e cores”, revela Henrique. Pensando dessa forma, é fácil desmitificar o software e deixar as execuções ainda mais eficientes. “Tudo no Photoshop é tratado desta forma. Uma simples pinta, nada mais é que um tom mais escuro sobre um tom mais claro com uma cor específica”, exemplifica.

Na fotografia newborn, o processo é o mesmo. Ribas explica que o tratamento de imagens é um conceito único, o que muda, na prática, são as técnicas utilizadas para cada tipo de imagem criada. “Na fotografia de newborn podemos usar de técnicas de moda, para tratamento de pele, e técnicas de eventos sociais para ambientação”, explica o fotógrafo.

Ele finaliza dizendo que “a questão é que a fotografia de newborn é mais suave, mais sutil, esteticamente delicada e necessita de cuidados especiais para ter um resultado perfeito como esperado”.

Henrique Ribas é um dos palestrante convidados para o próximo Newborn Photo Conference. Sua palestra abordará de forma prática o uso do Lightroom e do Photoshop no pós-produção da fotografia newborn.

A 7ª edição do Newborn Photo Conference acontecerá entre os dias 18 e 20 de Abril , trazendo 13 palestrantes, brasileiros e estrangeiros. Garanta já o seu ingresso pelo site. A conferência será transmitida online, também. Acesse:  NEWBORNPHOTOCONFERENCE.COM.BR/2017/

Mais informações: [email protected] ou (11) 3021-3335

 

-Por Vivian Kuppermann Marco Antonio

 

 

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Instituto Internacional de Fotografia - IIF

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