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Câmeras – Simplesmente Tudo o que Você Precisa Saber

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Você leitor que ainda é novo em fotografia, você iniciante, você que começou agora nesse mundo fantástico e que ainda possui muitas dúvidas: este artigo é dedica a você. Criamos esse guia didático sobre a Classificação das Câmeras para que você tenha uma visão mais ampla e possa se situar nesse mundo maravilhoso da fotografia.

Hoje vamos falar apenas sobre a Classificação das Câmeras e conversar sobre esses brinquedinhos que fatalmente você terá que escolher uma hora ou outra.

Eu falarei muito sobre a Nikon porque eu possuo uma e conheço melhor a marca, mas saiba que a Canon possui modelos respectivos tão bons quanto a fabricante japonesa, por isso não pense que só existe a Nikon no mundo ou que ela é a melhor em todos os aspectos.

A primeira divisão que vamos fazer e tratar na Classificação das Câmeras é entre as câmeras digitais e as SLR.

Divisão #1 – Câmeras Digitais

Câmeras Compactas

As câmeras digitais são as mais comuns e difundidas por serem fáceis de usar e, custando menos de R$ 600, são as mais baratas – talvez o motivo de estarem em todas as casas. Elas possuem muitas configurações (e muita perfumaria) e todo mundo deseja a que tiver mais megapixels. A Sony praticamente domina essa categoria na Classificação das Câmeras, embora marcas como GE e Miragem tenham tomado certo espaço nos últimos anos (não que elas sejam boas. Na verdade, corra dessas marcas).

Prós:

  • Pequenas e leves, motivos pelos quais elas se tornaram um sucesso. São fáceis de carregar e manusear.
  • Baratas, o que as tornam mais acessíveis ao público e pouco visadas por ladrões (ou pelo menos sem muito dano colateral caso sejam roubadas. Podem ser repostas sem grandes investimentos)

Contras:

  • Sem ajustes manuais de abertura e velocidade, ou seja, elas fazem tudo automaticamente, logo a foto pode não sair exatamente do jeito que você quer ou imaginou.
  • O sensor é onde a imagem vai ser captada e eles costumam ser bem pequenos nas compactas (em média 7,2mm x 5,3 mm); é ele quem faz o papel do filme fotográfico, o qual tinha 36mm x 24mm. Quanto menor, menos capacidade de captar a luz e isso é ruim (pode ser impressionante, mas uma câmera analógica antiga tem mais qualidade que a compacta mais recente)
  • Cada vez mais e mais megapixels (as pessoas pensam que quanto mais megapixels melhor …pode parecer uma coisa boa, mas, quando você espreme 24 megapixels em um sensor tão pequeno, em vez de melhorar a qualidade, ela acaba piorando, criando ruído e granulando a foto.)

Minha opinião sobre as Câmeras compactas:

É legal ter uma compacta sempre por perto. Elas são boas para fotografar e treinar enquadramento, luz, regra dos terços durante nosso dia a dia, são ótimas companheiras para registrar momentos importantes e por serem compactas podem ser levadas em qualquer bolso, além de, como dizia o sábio, “não requer prática nem habilidade…”

Público Alvo: Amadores em geral

CÂMERAS COMPACTAS AVANÇADAS (Prosumers)

Olha que situação complicada: graças o alto custo das câmeras DSLR, muitos usuários tendem a deixar de lado essa opção, mas não se satisfazem com as simples compactas. Então, o que fazer? Que tal pensar em uma câmera digital prosumer?

“Prosumer é um termo originado do inglês que provém da junção de producer (produtor) + consumer (consumidor) ou professional (profissional) + consumer (consumidor). (…) (Na área de tecnologia) o termo é utilizado para qualificar produtos que apesar de serem vendidos para o consumidor final, são destinados a usuários avançados. Trata-se, portanto, de um segmento de clientes com foco em produtos de tecnologia de ponta cujos recursos são mais extensos que os disponibilizados ao restante do mercado de massa.” — [Wikipedia].

A característica mais notável dessa Classificação das Câmeras digitais compactas está no sensor: elas geralmente adotam sensores na ordem de 1/1.6″, 1/1.7″ ou 1/1.8″, em contraste aos sensores de 1/2.5″ padrão das compactas.

Ao invés de dimensões pequenas tal como encontramos nas tradicionais compactas, as prosumers normalmente utilizam sensores maiores e, embora as diferenças de tamanho não sejam tão grandes assim, são suficientes para a produção de fotos com melhor qualidade no geral (ainda que sejam câmeras compactas).

A abertura é outro fator muito interessante nos modelos dessa Classificação de Câmeras. Aberturas de f/2.0 e até f/1.4 como no caso da Lumix Lx7  permitem maior flexibilidade em situações onde a iluminação é escassa. Combinando uma grande abertura, um range de ISO moderado (200, 400 ou até mesmo maior) com um bom tempo de exposição, as fotos ficam nítidas, claras e com uma ótima qualidade.

O comprimento focal (muito conhecido como zoom) é outro fator importante a ser observado: se o zoom óptico de 10x ou 12x pode ser descartado, o mesmo não se pode dizer das fotografias feitas em modo wide (grande angular). Por exemplo: os 5.1mm da Lumix Lx3 são suficientes para auxiliar na captura de todos os elementos de uma cena.

Existe ainda uma vasta gama de regulagens semi manuais e um grande número de acessórios, como sapatas para a acoplagem de flash externo. A construção física e os materiais empregados nesses modelos são tops, basta ver a Canon G12 que é feita de uma liga resistente de alumínio e possui uma empunhadura revestida de borracha. Perceba que a Classificação das Câmeras digitais possui dois subníveis: compactas e prosumers.

Prós:

  • Modelos com controles manuais
  • Pequenas e potentes
  • Versáteis

Contras:

  • Preço salgado (principalmente aqui no Brasil) – entre R$ 1.500,00 a R$ 2.500,00
  • Ausência de tampa da lente
  • Pouca autonomia

Minha opinião sobre as prosumers:

Se você tem grana e não se contenta com uma simples compacta, compre uma Prosumer. Deixe de lado as superzoom ou as SLR’s e viva feliz no mundo compacto e prático das pequenas e poderosas digitais avançadas.

Público Alvo: Amadores mais avançados e já acostumados aos controles manuais

CÂMERAS SUPERZOOM

As chamadas superzooms (que os vendedores insistem em chamar erroneamente de semi-profissional, profissional o algo que o valha) vão de preços médios até valores altos, em torno de R$ 699,00 a R$ 2.500,00 e possuem uma objetiva mais “avantajada” (o que, na minha opinião, não muda lá tanta coisa); são como compactas não muito compactas, com recursos um pouco mais interessantes que as pequenas digitais.

Prós:

  • Tem sensor um pouco maior que as compactas, ou seja, mais luz será captada, mas a diferença de tamanho não é tão grande assim.
  • Possuem alguns ajustes semi-manuais
  • Mais baratas que as DSLR’s

Contras:

  • Não são tão fáceis de carregar por serem um pouco maiores.
  • Não há possibilidade de trocar a lente, ao contrário das DSLR e das MirrorLess.
  • Não existe uma grande variedade de modelos e marcas.

Minha opinião sobre as SuperZoom:

As superzooms atingem seu objetivo: zoom. Possuem alguns ajustes a mais que as simples compactas e pode ser uma boa compra caso não tenha dinheiro para uma DSLR, mas não quer ficar limitado pelas configurações básicas das compactas.

Público Alvo: Amadores que querem/precisam de um pouco mais de zoom ou controles inexistentes nas digitais, botões de acesso fácil e etc.

CÂMERAS MIRRORLESS

Este é um segmento relativamente novo. A Nikon lançou a Nikon 1 em 2011 e só em 2012 a Canon resolveu entrar nesse mercado com a EOS M, se tornando a última da grandes fabricantes a lançar um modelo mirrorless. Quem está estabelecida e foi uma das pioneiras na fabricação de mirrorless é a Sony. Os modelos NEX são um sucesso em vendas que cresce a cada ano.

O termo MirrorLess significa “sem espelho” (mirror – espelho e -less – pouco/sem) e são compactas digitais que permitem trocar suas lentes sem a necessidade de um jogo de espelho como nas SLR, se tornando assim um meio termo na Classificação das Câmeras entre as superzooms e DSLR’s. O mercado de mirrorless está cada vez mais disputado como mostramos no texto Qual é Melhor Mirrorless?

Prós:

  • Possibilitam a troca de lentes
  • Tamanho compacto
  • Meio termo entre compactas/superzooms e DSLR’s

Contras:

  • Preço alto –A cima de R$ 2.500,00
  • Segmento (ainda) não muito difundido no Brasil

Minha Opinião sobre as Câmeras MirrorLess:

Eu particularmente não gosto de meios termos. As câmeras mirrorless acabam ficando com o melhor dos dois mundos, mas também herdam o pior dos dois mundos: grandes, caras, frágeis…. Dentro da Classificação das Câmeras, as mirrorless são um segmento novo e ainda precisam se firmar.

Público Alvo: Amadores mais avançados e com alguns conhecimentos fotográficos.

Câmeras DSLR’s

As SLR’s (Single Lens Reflex) são caracterizadas por possuírem lentes intercambiáveis, ou seja, lentes que podem ser trocadas, um jogo de espelhos interno e filme fotográfico. Talvez você já tenha visto a abreviação DSLR que nada mais é que Digital Single Lens Reflex: uma DSLR com um visor LCD, cartão de memória e sensor CCD ou CMOS, que dispensa o filme. Uma evolução naturalmente digital das SLR’s.

Elas possuem diversos controles manuais que permitem ajustar a imagem livremente fazendo uso recursos como balanço de branco, abertura do diafragma, velocidade do obturador, exposição, entre outras personalizações. As marcas dominantes são a Canon e a Nikon (Sony tem suas SLT’s – um outro sistema) e elas podem ser encontradas dentro da seguinte Classificação das Câmeras:

Grupo #1: Pequeno Formato

>> DSLR de Pequeno Porte

Essa categoria compreende os modelos mais básicos de DSLR, são indicados principalmente para quem está começando no mundo da fotografia. São equipamentos que podem ser encontrados por valores entre R$ 1.500 e R$ 2.500 e que são compatíveis com muitas lentes e acessórios de suas fabricantes.

O que quero dizer é que se comprar uma D3100 equipada com uma 18-55mm, você poderá utilizar a 18-55mm em uma D90 ou uma D3s assim como outros acessórios. Vale dizer aqui que os sensores usados nas DLSR de Entrada são do tipo DX, ou seja, cropados. Dois modelos recentes da Nikon que estão dentro dessa classe de câmera são D3300 e D5300 e no caso da Canon a série T6i, T6, T5i, e T5.

Público Alvo: Amadores iniciantes em fotografia que sabem usar controles manuais e querem fazer fotos por hobby.

>> DSRL de Médio Porte

Aqui começam a aparecer os monstrinhos da fotografia. São modelos que podem ser usados profissionalmente com segurança, pois eles não vão te deixar na mão. Possuem uma resolução maior, são mais resistentes e mais rápidas. O preço dessas crianças vai de R$ 3.000 a R$ 8.000 fácil fácil.

Nessa categoria os sensores usados também são do tipo DX e os modelos da Nikon dentro dessa categoria são D7200, D90, D500 e etc. No caso da Canon temos a 80D, 7D, 7D Mark II e etc.

Público Alvo: Iniciantes e usuários que buscam algumas comodidades que as DSLR’s de entrada não oferecem.

>> Câmeras  DSLR de Grande Porte

Nem preciso dizer que essas são as deusas da fotografia, o topo da cadeia alimentar das câmeras. São à prova de clima (mas elas não entram no rio nem no mar nem comem poeira), possuem qualidade de imagem fenomenal, tem um clique de assustar, são pesadas e com controles que confundem um leigo.

O preço de uma dessas é estratosférico podendo ultrapassar a linha de R$ 15.000 (sem a lente!). Os sensores usados nas DSLR ditas profissionais são do tipo FX ou FullFrame e os exemplos da Nikon são D610, D810, D3X, D4 e D4s. Alguns exemplos na Canon são 5D Mark IV, 5DS, 1D X Mark II e 6D

Público Alvo: Profissionais na área de fotografia em ensaios fotográficos de porte para empresas de marketing, moda, casamento, eventos, arquitetura ou design.

Observação:

O termo Full Frame quer dizer que o sensor digital tem o tamanho idêntico a de um filme de 35 mm e na Nikon são designadas pela sigla FX… existem outras siglas que você precisa conhecer. Os pontos positivos disso são: menos ruído nas fotos, especialmente em ISO elevado, maior ângulo nas lentes, maior qualidade, nitidez etc.

Grupo #2: Câmeras  DSLR de Médio Formato

Esqueça…. você só verá uma dessas em fotos, na net ou em alguma exposição. Essa Classificação das Câmeras de médio formato extrapola um pouco nosso cotidiano, por isso apenas citamos algumas informações para que vocês conheçam essas feras.

Elas são tão caras que existem fotógrafos que apenas as alugam por um ou dois dias. São câmeras que possuem resoluções absurdas e suas fotos são usadas em revistas como a Vogue, revistas de moda e em campanhas de marketing.

Nessa categoria, as marcas mais tradicionais são Hasselblad e Mamiya, usam filme ou sensor adaptado (por algumas serem antigas), mas existem modelos fabricados já digitais. Elas podem chegar “enfartantes” US$ 20 mil (e olha que está em dólares hein!).

Público Alvo: Profissionais no campo da propaganda e marketing

Prós das DSLR:

  • Grandes sensores, o que garante uma excelente qualidade.
  • Possibilidade de fotografar em Raw, formato sem compressão que mantém toda a qualidade de imagem permitida pela câmera.
  • Possibilidade de ajustar diversas coisas e fazer fotos bem específicas e diferentes.
  • Grande variação de preço, atendendo a uma grande gama de fotógrafos.

Contras das DSLR:

  • São grandes e pesadas, sempre precisam de um caseou uma mochila.
  • Fotos em Raw não são visualizadas por qualquer programa, são necessários pluginsou programas de edição específicos de foto (Raw Studio, Ligthroom, CameraRaw, f-spot etc)
  • As imagens são mais pesadas, às vezes com mais de 15mb por imagem, então é necessário um lugar para armazená-las e garantir sempre um Backup (HD Externo)

Minha opinião sobre as DSLR:

Não são baratas, nem leves, nem pequenas…mas os ajustes e qualidade de imagem valem pelo resto. É uma Classificação de Câmeras para aqueles que querem realmente aprender a fotografar ou para os que querem por em prática o que já sabem. Se tiver o dinheiro, vontade e disposição…as SLR’s valem a pena.

Grupo #3: Câmeras  DSLR de Grande Formato

As Grande Formato, muito usadas em paisagens, são bem específicas: precisam de filme especial, laboratório especial e fotógrafo especial (risos de novo). Dificilmente você irá usar uma dessas, mas fica registrado para curiosidade.

Outras Câmeras:

O pessoal tem gostado muito dos efeitos instagram, aquele look anos 70. Tem uma câmera específica para a chamada Lamografia, uma técnica  que vaza bastante luz para criar aquele efeito nas fotos. Elas usam filmes e as mais famosas pertencem às marcas Diana e Holga.

Para finalizar a Classificação das Câmeras

Deve até haver mais tipos de câmera, mas se fôssemos falar de todas, este artigo não acabaria nunca. Espero ter ajudado quem estava com dúvidas sobre os modelos de câmeras, suas divisões, preços e detalhes. Qualquer dúvida adicional comentem ou nos escrevam.

Seria interessante que você dedicasse alguns minutos ao texto no qual falamos como as câmeras da Canon e as câmeras da Nikon estão classificadas de acordo com o guia deste artigo.

Aguardem mais artigos com matérias que explicarão um pouco dos detalhes do mundo fotográfico. Esperamos ter esclarecido ou dado um norte com esse artigo sobre a Classificação das Câmeras para que você consiga escolher o modelo que melhor se adapta às suas necessidades.

Câmeras são como quebra-cabeças: podem ser montadas e remontadas com a infinidade de acessórios e equipamentos que existem, basta ver a parnafernalha que um fotógrafo de estúdio tem. Você já viu a variedade de lentes que existe?

Fotografia é uma profissão, mas também pode ser um hobby bem caro. Pequenos equipamentos fotográficos podem já começar saindo por R$ 100,00 e outros, como lentes, podem custar preço do corpo de uma câmera. Por isso é fundamental que você saiba e decida em qual segmento do mundo fotográfico você quer ficar para não ter surpresas depois.

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No final de tudo a câmera pode ajudar um fotógrafo, mas uma câmera sem um fotógrafo dedicado, que gosta do que faz e tem paixão pela fotografia…é só uma câmera qualquer.

Fonte: Verena Fotografia

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