Fotógrafo Sebastião Salgado faz crítica a imagem de SmartPhone

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Recentemente, o renomado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado inaugurou sua exposição batizada de Amazônia no Museu do Amanhã, localizado no Rio de Janeiro. Antes disso, a coletânea de imagens sobre a Floresta Amazônica e suas belezas já rodou o mundo, passando por cidades importantes como Paris, Roma e Londres.

Porém, não foi necessariamente a obra de Sebastião Salgado que ganhou os holofotes recentes no mundo da fotografia, já que o mesmo deu uma entrevista para a revista Veja onde fez uma afirmação bastante contundente sobre fotografias tiradas através de SmartPhone.

Segundo ele, apesar do valor comunicativo e ilustrativo existente em imagens feitas com os celulares cada vez mais desenvolvidos, não existe qualquer contexto estético ou mesmo digno de comparação com o que ele classificou como “arte da fotografia“:

“Aquela foto instantânea tirada pelo smartphone e publicada a seguir é uma linguagem de comunicação, através da imagem, sim, mas sem valor estético. É completamente diferente da arte da fotografia. Meus registros da Amazônia são um recorte representativo daquele lugar, durante o período em que trabalhei, com a influência de minha ideologia, cultura e herança. É um ponto de vista sobre uma realidade social.”

Especificamente sobre a inspiração para ter a Amazônia como tema de sua exposição, Sebastião Salgado entende que a incidência latente dos últimos anos em relação as queimadas na região, uma tema de preocupação global, o impeliram a tomar essa decisão:

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Foto: Divulgação/Sebastião Salgado

“A fotografia é um espelho da atualidade, ela responde a uma demanda. Meu trabalho é baseado no registro do que está acontecendo na sociedade da qual faço parte. E a Amazônia se tornou uma preocupação planetária. Trata-se de um bioma essencial para a sobrevivência humana que está, infelizmente, sendo devastado.”

Apesar do aspecto negativo envolvendo a região rica em fauna e flora, o Fotógrafo Sebastião Salgado destacou também o caráter de desenvolvimento que conseguiu vivenciar por conta da sua longa viagem na região:

“Encontrei tribos que isolaram mais de 2 800 plantas medicinais, que têm antibióticos e anti-inflamatórios, coisas que produzimos de forma sintética. Eles criaram tecnologias que nós apenas sofisticamos, são precursores de tudo o que desenvolvemos.”

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