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Kodak: a fotografia acessível

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A Kodak é a responsável pela acessibilidade e simplicidade do processo de produção fotográfica e foi, por muitos anos, líder no mercado de filmes e produtos químicos para revelação de imagem. Conheça um pouco da história da companhia:

George Eastman

O responsável pelo nascimento da Kodak foi George Eastman, que nasceu em 1854 em Nova York, nos Estados Unidos.
Eastman não teve sucesso nos estudos e abandonou a escola aos 14 anos para, entre outros motivos, ajudar na situação financeira da família, que era muito pobre.

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O primeiro emprego do então adolescente Eastman foi como mensageiro em uma companhia de seguros. O salário era de três dólares semanais. O dinheiro era escasso, mas ele conseguiu juntar o suficiente para iniciar os negócios fotográficos.
Os relatos do próprio Eastman afirmam que os primeiros anos de tentativas de se estabelecer no mercado fotográfico foram os mais difíceis da vida do novo empreendedor, no entanto, eles não foram motivos para a desistência.

A empresa

Foi em 1880 que George Eastman alugou o terceiro andar de um prédio na cidade de Rochester com toda a sua economia. Lá, ele começou a fazer placas secas para câmeras fotográficas para venda. Era o embrião da Kodak.
Eastman também trabalhava com emulsão e revelação de imagens, mas elas não funcionavam. Ele decidiu ir à Inglaterra, onde estudos e experimentos com fotografias eram mais fortes, para descobrir qual era o problema e, só assim, foi possível aperfeiçoar o trabalho.

Simplicidade

O foco das suas invenções e serviços fotográficos foi desenvolver produtos que simplificassem a fotografia. O objetivo de sua nova companhia, que viria a se tornar a grande Kodak, era, por exemplo, encontrar um material mais leve para substituir o vidro nas placas fotográficas. Ele usava, a título de exemplo, um rolo de papel para isso.
Em 1885, depois de aperfeiçoada esta técnica, Eastman anunciou que a prematura Kodak havia criado uma película sensível funcional – mais leve e econômica –, que seria a nova substituta das placas de vidro. Com a película, as fotos ficavam mais nítidas, já que a granulação do papel era reproduzida nas imagens, tirando o efeito profissional das fotos.
Apesar de tudo, a película, muitas vezes, não aguentava a emulsão e Eastman inventou novamente: ele a cobriu com uma camada de gelatina solúvel e com outra camada de gelatina insolúvel sensível à luz. Depois de exposta e revelada, a gelatina que estava com a imagem se soltava do papel e Eastman a envernizava para durar.
Embora a ideia inicial das películas fosse agradar o público, os fotógrafos não fizeram a transição de material e muitos continuaram usando as tradicionais e pesadas placas de vidro. Eastman teve de dar outro curso no seu empreendimento para atingir o público que trabalhava com fotografia.

A Kodak e a revolução fotográfica

A solução foi criar um novo tipo de câmera, a primeira câmera da Kodak, que tinha o mesmo nome da marca. Ela foi introduzida no mercado em 1888 e é considerada a primeira câmera compacta do mundo. Leve e pequena, o rolo para carregá-la tinha capacidade para 100 exposições. O preço, igualmente acessível: já carregada, com estojo e correia, a Kodak custava 25 dólares.

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Outra mudança no mundo da fotografia que a Kodak proporcionou foi que, quando acabassem as 100 exposições, o fotógrafo podia levar o rolo até Eastman e companhia, que eles revelavam as fotos e colocavam um rolo novo. Só por 10 dólares. Isso fez com que mais pessoas entrassem para o mundo da fotografia, porque não precisavam mais de conhecimento de revelação.
Segundo o próprio slogan da Kodak, neste momento era “só apertar o botão, e a Kodak faz o resto”.
Enquanto isso, pesquisas e experimentos nas películas de foto continuavam sendo feitos pela Kodak. Em agosto de 1889, a companhia lançou ao mercado os primeiros rolos de película transparente. Eles eram feitos através de uma solução de nitrocelulose sobre uma mesa de vidro de 66 metros de comprimento e 1 metro de largura. Quando a película ficava seca, elas eram cobertas com substrato de silicato de soda para reter a emulsão que, em seguida, era fixada com gelatina.
A nova película era transparente e não possuía muita granulação, como as películas iniciais. Elas serviam de base permanente para a imagem negativa.
Em 1891 a Kodak saiu na frente mais uma vez no ramo fotográfico. A companhia criou uma película transparente que não era sensível à luz e qualquer amador podia colocá-la na câmera. Não era mais necessário levar os carretéis de filme para a Kodak revelar. Foi aí que a marca se estabeleceu e cresceu em revelação e venda de filmes fotográficos.
A simplicidade e acessibilidade das câmeras também evoluíram com as películas. Em 1898 foi lançada a câmera Kodak dobrável de bolso. Em 1900 era a vez da câmera Brownie, direcionada a crianças e que custava um dólar.

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Em 1923 a Kodak lançou o primeiro filme de 16 mm em preto e branco e a câmera portátil para cinema. O filme pode ser carregado na câmera à luz do dia, sem que ele ficasse danificado. Em relação à câmera de vídeo, era só levar o rolo de filme à Kodak que ela entregava pronto para ser projetado em casa. Na segunda década do século XX filmar e fotografar já era fácil, graças a Eastman, que fez de tudo para simplificar essa arte.
O empreendedor também foi pioneiro na fotografia colorida. O primeiro trabalho Kodacolor foi o responsável por deixar o processo de fotografar em cores tão fácil quando já era fotografar em preto e branco.

 

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A primeira câmera digital

Apesar de a Kodak só ter reconhecido seu papel na criação da câmera digital em 2001, foi em 1975 que, no laboratório da Eastman Kodak Company, Steve Sasson criou a primeira câmera digital do mundo com dispositivos analógicos e digitais unidos a uma lente de câmera Super 8. As imagens eram gravadas em fitas cassetes que eram reproduzidas posteriormente na televisão.
Quando o projeto foi apresentado a Kodak se recusou a comercializar porque, à essa altura, a companhia era líder no mercado de filmes e produtos químicos, e uma câmera sem filme não parecia bom negócio.
Infelizmente, hoje em dia, a Kodak, assim como outras companhias fotográficas, luta pelo seu lugar em um mercado completamente digital.

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