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VELOCIDADE DO OBTURADOR: FOTOGRAFIA

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Olá para todos, neste post eu vou escrever sobre a velocidade do obturador na fotografia. Eu vou mostrar como funciona a velocidade do obturador num sistema mecânico e a velocidade obturador num sistema digital . E lembrando que sempre é bom conferir outros post no Blog eMania, que são posts muito informativos , educativos e atuais.

velocidade do obturador velocidade do obturadorglobal

Velocidade do obturador ou para os mais íntimos shutter speed, é o mecanismo responsável pela quantidade de luz que é liberada para o sensor da câmera fotográfica. Diferente do mecanismo do diafragma que se situa na lente, o mecanismo de velocidade do obturador se encontra no corpo da câmera em um sistema de cortinas.

Sistema de velocidade de obturador
Sistema de velocidade de obturador.

É através da velocidade do obturador que se estabelece o tempo de exposição da luz que irá incidir no sensor da câmera fotográfica. Quanto mais rápido for o disparo, menos exposição da luz, quanto mais lento for o disparo maio é a exposição da luz no sensor da câmera fotográfica. Além de controlar a exposição da luz para uma imagem, a velocidade do obturado também é responsável pela estabilização e congelamento de uma imagem fotográfica, auxiliando contra tremidos e borrões. Podemos também utilizar a velocidade do obturador para fazer efeitos realmente interessantes tais como PanningLight PaintingCongelamento e o Time Lapse. Todos estes efeitos são realizados controlando a velocidade do obturador para cada determinado tipo de ação ou cena da imagem a ser fotografada.

velocidade do obturador - Panning
Efeito panning
velocidade do obturador Light Painting
Pintura leve
velocidade do obturador
Foto com o movimento congelado com alta velocidade de obturador.
velocidade do obturador timelapse
Foto com o efeito de time lapse, realizada com baixa velocidade do obturador.

Quando se trata de um obturador de uma câmera DSLR, há 3 mecanismos básicos: o mirrorbox, .  Através do visor de uma câmera DSLR, você olha através de uma série de espelhos (pentaprisma) que recebem a luz diretamente da lente. Quando você clica no botão do obturador o espelho vira para cima sincronizado com um sistema formado por um conjunto de lâminas que formam cortinas que permitem que a luz passe para o sensor. É por isso que o visor fica preto por um curto espaço de tempo ao tirar fotos. Uma vez que o espelho é virado para cima de um pequeno conjunto de lâminas que formam uma cortina irá mover-se de cima para baixo expor o sensor abaixo. Depois que uma outro conjuntos de lâminas irá cair, cobrindo todo o sensor. Este processo pode variar o seu tempo, dependendo de qual velocidade do obturador foi escolhida. Às vezes a velocidade do obturador pode ser tão rápida que o sensor da câmera não será totalmente exposto a todo momento. Após que segundo conjunto se fecha, o espelho retorna de ao seu lugar, e os conjuntos de lâminas logo seguida, retornam às suas posições originais por baixo do espelho.  Uma câmera DSLR típica pode suportar mais de 100.000 acionamentos em seu tempo de  vida.

Exemplo do mecanismo de obturador.
Exemplo do mecanismo de como funciona a velocidade do obturador.
Sistema de velocidade do obturador.
Sistema de velocidade do obturador.

Ao contrário de DSLRs, câmeras mirrorless não possuem espelho ou pentaprisma para projetar luz diretamente no visor. Ao invés disso, uma câmera mirrorless por padrão, possui o sensor continuamente exposto sem nenhum mecanismo entre a lente da câmera e o sensor. É por isso que câmeras mirrorless usam um diplay de LCD ou um visor eletrônico para monitorar e enquadrar uma imagem que vem através da lente.  Assim que é pressionado o botão do obturador dois conjuntos de lâminas que também formam uma cortina que  se movimentam de baixo para cima e de cima para baixo criando exposição no sensor.

Aqui está um exemplo de como um obturador de uma câmera mirrorless funciona:

Mecanismo de um obturador de uma câmera mirrorless.
Mecanismo de um obturador de uma câmera mirrorless.

Antes da existência de sensores digitais, quando as câmeras utilizavam filmes, era vital que as câmeras possuíssem  um obturador mecânico. Hoje em dia os sensores estão mais avançados e são totalmente capazes de tirar fotografias sem um obturador. Câmeras que não utilizam um obturador mecânico são chamadas de câmeras shutterless. Um bom exemplo de câmeras shutterless, são as câmeras dos Smartphones. Simplificando, este sistema constitui num sistema eletrônico chamado de purge (apagar) que percorre os pixels de das linhas do sensor (CCD ou CMOS) de uma câmera. Dependendo do ajuste da velocidade da exposição, o sistema purge apaga um pouco antes ou muito antes do ponto em que o mesmo está sendo lido, e esta distância (pouco antes / muito antes) é que permite o controle de uma menor ou maior exposição do sensor. Como este controle é eletrônico, não possui partes móveis, é possível obter-se velocidades elevadas de obturação (1/10.000 seg. por exemplo), o que permite congelar com facilidade uma imagem com um movimento muito rápido.

Sistema de obturador eletrônico.
Sistema eletrônico de velocidade do obturador.
Circulante do obturador
Sistema eletônico de velocidade do obturador

Segue abaixo alguns vídeos mostrando além da velocidade do obturador o seu mecanismo em funcionamento.

No próximo post eu vou escrever sobre a velocidade do obturador nas câmeras de cinema.

Abraço a todos!!!!

Fernando Rozzo

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O Autor

Fernando Rozzo

Fernando Rozzo

Fernando Rozzo trabalha no mercado de vídeo e cinema há 32 anos. Começou sua carreira nos anos 80, fazendo parte de uma das mais importantes produtoras de vídeo de São Paulo, a Olhar Eletrônico, onde trabalhou ao lado de Fernando Meirelles e Marcelo Tas, atuando como câmera, ass.de câmera e programador musical dos programas Olho Mágico (Ernesto Varela) e Cri-Há (Bobmackjack). Em 1987 na TV Gazeta-SP, dirigiu e produziu os programas DJTV, Edição Especial, Clip Trip e Night Clip. Na área de cinema publicitário atuou nas principais produtoras tais como: Chroma Filmes, 5.6, TVC, Vídeo Filmes, O2 Filmes entre outras.
Hoje atua no mercado de cinematografia digital como professor e consultor técnico. Na área pedagógica ministra a mais de 10 anos cursos e treinamentos para emissoras de TV, locadoras de equipamentos, produtoras de vídeo, museus, escolas e faculdades. Entre elas: MASP (Museu de Arte de SP), Mackenzie, Metodista, Fazendo Vídeo Cursos, TVE-Salvador, KN Vídeo-RJ, Studio Motion Treinamentos, Full Digital, JKL, Rentalcam, Bureau Cine e Vídeo.
Entre 2014 e 2015, prestou serviços de consultoria técnica para Sony Latin America para a divulgação no Brasil da linha de câmeras fotográficas "A7 / A7r / A7s / A99 e A77" e para linha de câmeras de ação "ActionCam".
Atualmente juntamente com a artista multimídia Regina de Barros é proprietário da produtora “Ottica AudioVisual”, especializada em documentação e produção de conteúdo no segmento das artes, é a editora da revista multimídia digital mensal:
“Ottica Art Magazine! ”

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