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Fotografia Kirlian: o retrato da alma

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A fotografia Kirlian, conhecida também como bioeletrografia ou bioeletrograma é uma técnica de fotografia que desperta curiosidade e aguça a imaginação de muitos até hoje. Se trata de fotografar a ionização dos gases e vapores que são exalados pelos corpos de todos os seres vivos, sejam eles pessoas, animais, ou plantas, e também de objetos inanimados.
Quem oficializou e aperfeiçoou esta técnica foi o engenheiro elétrico Semyon Kirlian e a esposa Valentina Kirlian, em 1939 na Rússia. Ela se tratava de colocar o elemento a ser fotografado sobre uma placa fotográfica conectada a uma certa voltagem e a imagem dos gases e vapores eram, imediatamente, projetada na placa.

Mistificação da fotografia Kirlian

A fotografia Kirlian já foi alvo, inclusive, de discussões religiosas porque muitos acreditavam que a imagem retratada poderia ser a imagem da aura das pessoas.

Acreditava-se que as fotografia Kirlian retratavam a aura das pessoas
Acreditava-se que as fotografia Kirlian retratavam a aura das pessoas

Este método de fotografia começou a ser estudo pelo padre Landell de Moura em 1904. O padre brasileiro foi pioneiro do rádio e também estudou diversas tecnologias envolvendo a radiação. Quanto à fotografia Kirlian, que ele chamava de “O Perianto”, Landell de Moura pesquisou minuciosamente os efeitos eletro-luminescentes dessas imagens.
Ele teve de abandonar os estudos em 1912 por causa das doutrinas da igreja católica, já que à época, o que era entendido dessa técnica era que os retratos eram de espíritos.
Essa crença, no entanto, foi desmistificada pós-casal Kirlian. A técnica fotográfica foi muito utilizada, inclusive, como método de diagnóstico de doenças psíquicas através dos desenhos formados pelos gases emitidos pelos corpos.

Fotogragia Kirlian e a ciência

A “aura” retratada em volta do corpo fotografado representa o movimento das células que fazem parte da construção e desconstrução dos corpos. Esse efeito é conhecido como “corona” porque parece com uma coroa ao redor dos corpos. A corona pode ser vista em seres vivos (plantas e animais) e itens de metal.

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A International Kirlian Research Association publicou um ensaio com o tema “ciência e arte” em 1979. A associação existe até hoje e reúne físicos, engenheiros, psicólogos, parapsicólogos, estudantes e interessados para discutir a fotografia e pesquisar os benefícios dela para a sociedade.

Técnica

Para obter uma foto Kirlian, o objeto a ser retratado deve ser colocado próximo à emulsão fotográfica em uma chapa isolante e com um eletrodo que será conectado ao aparelho de fotografia Kirlian. Esse eletrodo vai ferar uma corrente elétrica de até 20 mil volts.
A foto vai apresentar uma luminescência em volta dos contornos dos corpos retratados. Isso é resultado da ionização dos gases que produz fótons – que são as “auras” registradas propriamente ditas.

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