Cem anos de Irving Penn, o fotógrafo do trânsito entre o real e a fantasia

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Para que uma obra ou um estilo na fotografia possa efetivamente se considerar como algo suficientemente marcante precisa efetivamente preencher pelo menos dois requisitos: Exclusividade ou mesmo uma execução de algo conhecido porém com uma perfeição jamais vista. Estando uma foto ou maneira de se retratar o mundo dentro dessas características, a possibilidade de ser inesquecível aumenta consideravelmente.

No entanto, o que podemos dizer quando um profissional que sequer tinha esse intuito no início de sua carreira em algo fora do mundo exclusivamente da fotografia consegue atingir esses dois patamares e consegue inspirar até mesmo uma exposição inteira em sua homenagem? Pois foi isso que aconteceu com o norte-americano Irving Penn que, se estivesse vivo, completaria 100 anos de idade em 2017.

Cem anos de Irving Penn, o fotógrafo do trânsito entre o real e a fantasia

Apesar de ter um nível de detalhamento quase milimétrico em algumas das suas imagens principalmente quando elas remetiam ao corpo humano nu (uma das paixões de Irving Penn ), o profissional nascido em Nova Jersey chegou a declara que “O realismo do mundo real é algo quase insuportável para mim”. Com isso, os esforços dele eram para que, mesmo colocando a frente de quem vê as suas obras retratos do mundo real, elementos artísticos só possíveis de serem alcançados através de manipulação demonstrassem o seu “toque especial” nas fotografias.

Amante das diferenças e claro defensor de um mundo igualitário perante aos mais diferentes povos e costumes, Irving Penn viajou para os extremos do planeta como Guiné, no continente africano, para explorar cada vez mais pontos de vista interessantes e condizentes com a sua intenção de colocar, em um mesmo clique de sua câmera, elementos reais e fantasiosos.

Cem anos de Irving Penn, o fotógrafo do trânsito entre o real e a fantasia

Porém, isso não significa exatamente que o antes produtor de cinema teve durante toda a sua trajetória a liberdade (ou mesmo a intenção) de fazer imagens absolutamente felizes ou mesmo em um clima de alegria. Tanto é que, em um trabalho realizado no fim da década de 40, Penn fez questão de colocar uma cortina velha e um fundo absolutamente neutro com cores acinzentadas e, a partir daí, tirando fotografias com expressões mais voltadas ao aspecto depressivo.

Apesar do prazer em retratar modelos com essas variações de humor e realismo, outro ponto forte nas características fotográficas que foram captados pelas lentes de Irving Penn foram as imagens da chamada natureza-morta. Assumindo claramente que se sentia mais confortável dentro de um estúdio do que em qualquer outro lugar, Irving Penn gostava de ter o controle absoluto da situação e chegou a declarar que “Objetos inanimados são bons, seguros e fáceis de controlar e nada perturbadores.”

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